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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Como e onde denunciar maus tratos animais.

Muitos de nós de certeza que já nos deparamos com dúvidas ou mesmo com casos de maus tratos animais.
Deixo aqui contactos para onde poderão contactar em qualquer caso.

PSP -  onde é possível pedir esclarecimentos ou denunciar casos.
email: defesanimal@psp.pt
Telefone 21POLICIA: 217654242

GNR
Linha SOS Ambiente e Território: (número azul) 808 200 520
E da página http://goo.gl/1zRBfA, onde se podem denunciar situações que violem a lei ambiental e/ou animal. 

Para ler a noticia completa clicar Aqui

Beijinhos
Cláudia

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Canários - Muda da pena

A muda faz parte do ciclo anual da ave podendo mesmo dizer-se que é a última fase de um ciclo reprodutivo.

Em Portugal acontece em fins de Julho, Agosto e Setembro.
A substituição de todas as penas debilita as aves e, normalmente, os machos deixam de cantar, tornando-se as aves mais débeis e vulneráveis a doenças.
Muitas pessoas consideram a muda da pena uma doença, embora isso não seja verdade, todavia se não forem tomadas certas precauções, os canários podem morrer.
Se o pássaro foi bem alimentado irá mudar as penas facilmente e não passará de 6 a 8 semanas.
No primeiro ano, as penas das asas e da cauda não são substituídas (rémiges e rectrizes). A substituição das penas deve ser gradual sendo umas substituídas por outras sem apresentar nenhuma parte do corpo completamente desprovida de penas.
Nos adultos a troca de penas do rabo, das asas, e demais penas inicia-se do centro para as extremidades. A muda das penas das asas ocorre simultaneamente em ambas e aos pares, no corpo ocorre a muda quase por inteiro, terminando na cabeça.
As penas caem naturalmente e devagar sendo que quase nem se percebe que o pássaro está na muda (exceto pelas penas que se vêm na gaiola);
Se o pássaro voar com dificuldades, começar a aparecer a pele, isto não é normal para a época de muda e pode ter sido causado pela má alimentação ou outras causas, não pela muda.
Como a ave se encontra debilitada devem ser redobrados os cuidados com correntes de ar e mudanças bruscas de temperatura.
Terminada a muda, os machos recomeçam a cantar, é a melhor altura para se decidir quais as aves a manter. É também a melhor altura para se comprar novos canários. Quando a muda aparece fora de época, tal pode dever-se a uma exposição prolongada a calor excessivo, a uma dieta inadequada ou até a um ataque de ácaros.
   
Alimentação
       É durante a muda que se normalmente de administram certas papas para melhorar a cor dos canários. Como estas papas são demasiado ricas em gorduras é necessário tomar atenção às quantidades e à qualidade dessas papas. As cores depositadas nas penas durante a época da muda mantêm-se até à próxima muda.
Durante a muda a alimentação deve ser equilibrada não esquecendo as vitaminas, minerais e aminoácidos.
As vitaminas podem ser ministradas sob a forma sintética em pó ou liquido (a venda em farmácias e lojas de animais), ou na forma natural dando verdura (folha de couve, espinafres, dente-de-leão), fruta (maçã, pera, laranja) ou legumes (pepino, cenoura).
É recomendado fornecer ao pássaro uma dieta correta para esta ocasião. Uma alimentação rica em cálcio (osso de ciba), casca de ovo, vegeta, mistura de grãos com maior quantidade de óleo e farinhada com ovo.
A água de beber será trocada diariamente e poderá acrescentar algumas gotas de complexos vitamínicos que contenha ferro.
 
Higiene
O calor ativa o desenvolvimento de bactérias e outros micro-organismos que existem na água dos bebedouros. As aves quando se alimentam e bebem por vezes deixam cair cascas e outros resíduos nos bebedouros.
Mesmo havendo o cuidado em mudar a água todos os dias, aparecem micro algas e a água e as paredes dos bebedouros ficam de cor verde, neste caso aprendi com a minha sogra a meter a banheira e bebedouros durante uns minutos em lixivia e depois lava-los muito bem com água corrente, alem de retirar o verde, desinfeta.
Manter a higiene das gaiolas é essencial principalmente nesta fase da vida do canário.
Tem-se de evitar que o pássaro fique em correntes de ar e tem-se de fornecer a banheira com água limpa para banhos, pois se as aves estão habituadas a banhar-se devem continuar a faze-lo mesmo durante a muda.

Sinceramente não me recordo de onde retirei a info. Este post era um dos que estava no meu outro blog e o  transferi para aqui.

Beijocas
Cláudia

terça-feira, 15 de março de 2016

Já temos página no facebook

Boa tarde
Conforme o título da publicação indica, já temos página no facebook :)
Passem por lá e toca a colocar o vosso gosto :)

Facebook - Blogue da Bicharada

Beijinhos
Cláudia

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Desparasitação Interna e Externa

Hoje irei falar de desparasitação, tanto interna como externa.

Tal como a vacinação a desparasitação é muito importante para não só proteger os nossos amigos de 4 patas, como humanos e outros animais que os rodeiam.
Tenham em conta que os produtos que servem para cão normalmente não servem para gato, inclusive pode matar o seu gato. Informe-se com o seu médico veterinário do mais apropriado para o seu animal pois existem para cães e para gatos e para diversos tamanhos (pesos).
Uns são para pulgas e carraças, outros dão também para matar ovos; Uns são para prevenir a picada do mosquito da Leishmaniose, etc... nada como se informar ;)
Existem diversos esquemas de desparasitação, mas o mais comum é o que irei apresentar em seguida.


Desparasitação interna cães e gatos
- Aos 15 dias de vida (normalmente pasta e só para lombrigas)
- Até aos 2 meses, desparasitação de 15 em 15 dias.
- Entre os 3 e os 6 meses, desparasitar mensalmente (comprimidos já de largo espectro)
- A partir dos 6 meses - depende de vários fatores, mas pode ser trimestral, quadrimestral ou semestral.

Trimestral - Animais de rua, ou seja, estão constantemente na rua, ou vão dar os seus passeios diários à rua (inclui gatos)
Quadrimestral - animais que embora não estejam na rua, tenham contacto com quintais, varandas, ..
Semestral - que não tem contacto com o exterior (seja em quintais, rua, varandas)

Depende se tem também mais animais ou não, da idade e da imunidade do animal.

Desparasitação externa cães e gatos
A desparasitação externa deve ser iniciada assim que os animais estiverem expostos ao risco de serem infestados por pulgas e/ou carraças, ou que já tenham pulgas e carraças.


•Os sprays disponíveis no mercado podem ser colocados nas doses apropriadas ao animal em questão , a partir dos 15 dias de idade, podendo repetir-se quinzenalmente, ou seguindo indicação do médico-veterinário.
•As ampolas, consoante as marcas e correspondente principio ativo, podem iniciar-se entre as 6 e as 8 semanas de idade, e devem repetir-se mensalmente, com efeito preventivo. Existem animais com mais propensão para criar parasitas, ou que estão num meio mais propenso, nesse caso é provável que se tenha de colocar a pipeta de 3 em 3 semanas.
•As coleiras inseticidas são normalmente aplicadas a partir dos 6 meses de idade, e a sua durabilidade varia de marca para marca.

Os comprimidos existentes no mercado destinam-se a matar e esterilizar as pulgas (e não carraças) e podem ser administrados 1 vez por mês em animais adultos. Existem diversos produtos e marcas para desparasitação interna e externa, tentem informar-se do que melhor se adapta ao seu animal pois tal como já disse anteriormente os produtos de cão e gato são diferentes, tal como a dosagem na maioria das vezes consoante o peso.

Outra situação em ter em conta é a infestação nas habitações e /ou terrenos onde os animais se encontram, pois de pouco serve desparasitar externamente, se o ambiente continuar com um grande numero de parasitas e ovos de parasitas.
Há que utilizar produtos próprios de fumigação para exterminar principalmente ovos de pulgas nas casas dos proprietários (alcatifas e tapetes), e aparar o mato seco nos ambientes de exterior, principalmente no verão.
Espero que tenham gostado.
Se houver algum assunto que gostassem de ver abordado no blogue, aceito sugestões ;)

Beijinhos
Cláudia

Fontes:
Fonte 1 - Matéria dada nas aulas de auxiliar veterinária;
Fonte 2
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Não automedique o seu animal!

Bom dia
Hoje irei tratar de um assunto muito importante, a automedicação que por norma fazemos aos nossos animais e que os pode levar à morte.

Por muito que gostemos dos nossos amigos de 4 patas, não nos podemos esquecer que não são humanos e como tal têm organismo diferente.

Mesmo que pareçam existir muitas semelhanças entre os sintomas apresentados pelo seu animal e os das doenças que conhece, cada caso é um caso!

Medicamentos de uso humano são tóxicos e mortais para os animais, como é o caso do Brufen(ibuprofeno), Ben-u-ron (paracetamol), Voltaren (diclofenac) e Aspirina (ácido acetilsalicílico).

Caso o seu animal esteja com algum sintoma, seja ele qual for, o melhor é procurar um especialista.

O Médico Veterinário sabe o que deve ou não receitar ao seu animal.

Espero que este tópico ajude alguém a não fazer uma asneira (inconscientemente) que pode valer a vida do seu animal.

Até breve

Cláudia

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Corte de unhas - Cão e Gato

Bom dia
Hoje venho falar do que é para muitos donos e animais um "bicho de sete cabeças", o corte de unhas.

A maioria dos animais não gosta que lhes mexam nas patas. Por isso é necessário ir com calma.

Comece por preparar o material necessário , que é para quando chegar a hora não ter de andar a procura, deixando o animal ainda mais nervoso.
Tente começar logo desde bebé a ter hábitos de higiene regulares, mesmo que não necessite mexa nas patas regularmente.

Tenha em atenção que gatos que vão a rua regularmente não se lhes deve cortar as unhas pois podem ter de se defender de outros animais, sem contar que têm o desgaste natural.
Nos cães que vão habitualmente à rua, em principio não será necessário cortar as unhas pois gastam-se naturalmente.

Em ambos os casos, seja cão ou gato que gaste naturalmente as unhas verificar na mesma com frequência se têm cortes, corpos estranhos ou parasitas entre os dedos das patas.

Material a ter consigo:
- Alicate ou cortador de unhas para cão ou gato (consoante o animal)
- 1 Lixa para unhas de cão ou gato (as nossas de cartão também servem)
- Pó Hemostático ou amido de milho (para ser utilizado em caso de sangramento)
- Tesoura
- Biscoitos, "latinha", ou seja, um miminho para o final

Começando com cão:

Corte correto de unhas
Comece a fazer festinhas e a mexer nas patas calmamente, observando as unhas e entre os dedos na parte interior da pata a fim de detetar alguma ferida, ou parasita. Veja o comprimento das unhas e até onde pode cortar. (Veja imagem explicativa)
Se a unha for preta é mais complicado, mas não impossível, corte apenas as pontinhas e vá fazendo esse corte regular.
Vá cortando e falando calmamente com o seu animal.
No final se vir excesso de pelos entre os dedos corte com cuidado, a fim de evitar futuros problemas de pele ou que ele comece a "ratar" os pelos a pontos de se ferir.
Por fim, dê-lhe uma recompensa, seja comer húmido, seja biscoitos, ou mesmo grãos de ração como miminho.

Começando com gato:
O "meu" Rafa
Bicho difícil a maioria das vezes. O procedimento é igual ao dos cães basicamente, a diferença é que os gatos têm unhas retrácteis, ou seja, estão para dentro e temos de as meter para fora.
Pressione a pata do seu gato entre o seu dedo e o polegar para fazer sair a garra. Corte apenas a zona transparente da garra.
No final, tal como aos cães dê o miminho preferido do seu gato.

Caso tenha um gato mais "complicado", meta-lhe uma meia (não muito apertada) na cabeça, isso os fará ficar desorientados e não lutar tanto; Caso seja daqueles "demoníacos" como o meu gato, enrole cuidadosamente numa mantinha e tente meter apenas a pata que está a cortar as unhas de fora.
Espero que tenham gostado do artigo.
Até a próxima

Cláudia

Imagem: Corte de unhas

domingo, 31 de janeiro de 2016

Microchip

Boas
Hoje venho-vos falar sobre a colocação de microchip.
Expondo uma série de perguntas e respostas com as quais muitas vezes os donos se deparam.
Espero que ajude :)
Beijinhos
 
O microchip só poderá ser implantado por um veterinário, contém um código de identificação individual que remete para uma ficha de registo contendo dados sobre o animal e o seu proprietário.
O microchip tanto pode ser colocado em cães, gatos, coelhos, porquinhos da índia, cavalos, etc.
 
Perguntas e Respostas
 
P - Porque devo colocar o microchip no meu animal?
R - Todos os anos, milhares de animais desaparecem de suas casas. Ao mínimo descuido – uma porta ou janela entreaberta – o seu animal pode abandonar o lar à procura de novas aventuras (Ex: fêmeas em cio, machos na época de acasalamento, desorientação).
Por outro lado, o roubo é cada vez mais frequente e o destino final é muitas vezes a revenda.
Com a colocação do microchip torna-se mais fácil a identificação eletrónica do animal, o que tem feito com que os donos os encontrem mais facilmente.

P - O que é a Identificação eletrónica?
R - A identificação eletrónica é o único método capaz de fazer uma identificação correta. É aplicável à maioria das espécies como cães, gatos, aves, répteis e animais exóticos. Esta identificação é feita através da aplicação de um microchip.

 
P - Com que idade posso colocar o microchip no meu animal?
R - A aplicação pode ser feita a partir do10º dia de vida, mas é mais usual aquando da primeira vacinação.
 
P -  O  Vai doer ou magoar o meu animal? Não é melhor sedá-lo?
R - Não! Injetar microchip é um procedimento igual a aplicação de uma injeção comum. Anestesiar o animal não é necessário  e não é recomendado. 

Embora a agulha do aplicador de microchip tenha o diâmetro um pouco maior do que uma agulha de aplicador de vacina, os animais reagem da MESMA maneira, sendo o procedimento indolor. O microchip é completamente biocompatível e inofensivo à saúde do animal.
 
P - E se fizer alergia? E se sair do sitio?
R - O microchip é inerte, liso e biocompatível. Não há virtualmente nenhuma possibilidade de desenvolver processo alérgico ou de rejeição do microchip após corretamente injetado no animal.
Quando implantado corretamente e se utilizado microchip com produto de camada anti migratória, uma pequena camada de tecido conexivo se forma em torno do microchip, impedindo a migração do mesmo.
microchip e bago arroz

P - O que é e como funciona o microchip?
R - O microchip é uma pequena cápsula eletrónica do tamanho de um grão de arroz que possui um código de barras individual, único e permanente.
 É colocado na face lateral esquerda do pescoço e apenas pode ser lido por um leitor de micro-chip.
Os dados do proprietário e do animal ficam armazenados numa base de dados (SIRA e/ou SICAFE). Sempre que um animal portador de microchip é encontrado, através destas duas bases de dados consegue-se entrar em contacto com o proprietário do animal.

P - Como se aplica o microchip?
R - O micro-chip é introduzido sob a pele do animal através de uma injeção indolor, na face lateral esquerda do pescoço.
 Após a sua aplicação deve confirmar-se com o leitor se este se encontra na posição correta.

P - O micro-chip é obrigatório?
R - O micro-chip é obrigatório para todos os animais nascidos a partir de 1 de Julho de 2008;
Animais perigosos ou potencialmente perigosos (Portaria 421/2004 de 24 de Abril);
Animais usados na caça;
Animais para fins comerciais ou lucrativos;
Animais em estabelecimentos de venda, locais de criação, feiras, concursos, exposições, provas funcionais, publicidade ou similares;
Animais que vão viajar no espaço da U.E. e outros (consoante legislação local).

P - Quais as vantagens do micro-chip?
R - A identificação eletrónica de animais de companhia assume um papel extremamente importante no controlo de questões sanitárias, jurídicas e humanitárias:
-  Permite a recuperação mais rápida do animal em caso de perda;
- É um comprovativo de propriedade em caso de roubo;
- Facilita o trabalho dos criadores evitando confusões de ninhadas;
- Controla a utilização e comércio dos pequenos animais;
- Permite a contagem estatística do número, espécie e raças de animais em Portugal;
- Diminui com especial importância o grave problema que é o abandono dos animais.


P - O que devo fazer em caso de furto ou perda do meu animal?
R - Contate os Hospitais Veterinários ou as clínicas veterinárias da zona e forneça a descrição pormenorizada do animal e número do microchip.

 
Contacte as bases de dados existentes em Portugal:
SICAFE – 21 343 06 61
SIRA – 21 323 97 63
Para qualquer esclarecimento adicional contacte o seu Médico Veterinário.

 
P - Como se sabe se é realmente o meu animal? Como me contactam?
R - Hoje em dia a maioria dos veterinários já possui um leitor de microchips, caso o seu animal seja encontrado encosta o leitor a zona onde o chip foi colocado e no leitor aparecem os dados do animal e respetivo proprietário para se poder entrar em contacto.

P - Mudei de casa/Contacto de telefone, preciso atualizar os meus dados?
R - Sim! Fale com o seu médico veterinário e informe que tem dados novos para atualizar no microchip.
 
Fonte 1
Fonte 2

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Lagarta do pinheiro (e cedro) ou processionárias - CUIDADO!!!

Boas
Como já vamos em finais de Janeiro já devem de andar por ai algumas "processionárias", ou se não andam pouco deve faltar.

Deixo de seguida uma breve explicação e alguns cuidados a ter, principalmente com animais e crianças pois são curiosos por natureza.
 
Nesta altura não leve os seus animais a passear em zonas com pinheiros (pinhais) ou com cedros pois são locais propícios a esta praga. O mesmo se aplica aos passeios em família e caminhadas.
Tenha em conta que não é apenas na rua que podem existir pinheiros, no nosso próprio quintal ou quintal do vizinho pode existir um pinheiro, o qual nunca nos lembramos pois não é na rua.
 
Espero que esta publicação possa ajudar alguém.
Beijinhos
 
"A lagarta do pinheiro, designada também como processionária, denomina-se como Thaumetopoea pityocampa e para além de destruir a floresta pode causar graves problemas de saúde pública.

Esta praga, além do pinheiro bravo, ataca igualmente outros pinheiros: o silvestre, o laríceo, o manso, o insígne, e o pinheiro de alepo, assim como Cedrus Atlântica, Cedrus Deodara e Cedrus do Libano, como foi comprovado em matas nacionais.Esta lagarta encontra-se disseminada por todo o País, não sendo raro observarem-se os seus estragos em qualquer região de pinhal. Até nas grandes altitudes, o que para certas pragas e doenças constitui uma barreira, iremos encontrar a "processionária" a viver normalmente .
 
 
Entre Janeiro e Maio, as processionárias abandonam o pinheiro para se
enterrarem no solo, na sequência do seu ciclo de desenvolvimento. Deixando o seu hospedeiro em fila como uma procissão ( daí o seu nome) dirigem-se em direção ao solo onde irão continuar o seu desenvolvimento.
Entre Agosto e Setembro nascem as lagartas propriamente ditas que se agrupam em ninhos na copa dos pinheiros, de forma a manter o calor e de onde saem à noite, ligadas por um fino fio de seda que utilizam para regressar ao ninho após as suas sortida.
 
Estas lagartas possuem 8 recetáculos com cerca de 120.000 pelos urticantes. A lagarta ao mover-se abre estes recetáculos libertando milhares destes pelos e aumentando a possibilidade de intoxicação de um animal ou de uma pessoa que entre em contacto com eles. Os pelos agem como agulhas, injetando as substâncias tóxicas na pele ou mucosas. Os cães, devido a cheirarem ou morderem as lagartas movidos por curiosidade natural e as crianças por brincadeira, são os principais afetados, na cabeça em especial, olhos, mucosa oral e muito geralmente a língua.
Caso tenha pinheiros em casa ou nos arredores deve ter em conta que o problema que afeta o seu cão pode dever-se a esta situação. A necrose ( morte) dos tecidos ocorre geralmente e a sua gravidade em alguns casos leva a que a única alternativa para o animal seja a eutanásia pois será impossível a sobrevivência com um mínimo de qualidade de vida.
 
Não é necessário um contacto direto entre a larva e o animal para este último ser afetado, pelo que o simples ato de farejar os pelos urticantes pode causar danos ao animal.
A intoxicação por processionária assume um carácter sazonal, dependente do clima da região, verificando-se uma maior percentagem de casos durante a Primavera e Verão.
A principal via de contacto dos cães com a processionária é cutânea, podendo ser também digestiva e ocular.
No cão, os lábios, a mucosa oral e a língua são as partes do corpo mais afetadas.
 
SINAIS CLINICOS E LESÕES (variáveis e de carater evolutivo)

- a língua – é o órgão mais afetado, aumenta de volume, torna-se azulada e com a evolução surgem áreas de necrose(pretas) podendo ocorrer, no local de contacto, perda dos tecidos num período de 6 a 10 dias. Consecutivamente o animal pode apresentar apatia, falta de apetite ou dificuldade na preensão dos alimentos
- a face - intenso prurido (comichão ) e edema (focinho “inchado”),
- salivação excessiva
- olhos – em caso de contacto com a mucosa ocular o animal pode apresentar “olho azul” (edema da córnea), fobia à luz, prurido ocular, etc.
- sinais sistémicos - são mais raros, porém possíveis, existindo relatos de choques anafiláticos, tremores musculares, coma e mesmo morte do animal.

Nestes casos recomenda-se o tratamento sintomático, que passa inevitavelmente pela lavagem da zona afetada, a administração endovenosa de corticoesteroides, antibióticos e analgésicos, podendo no entanto ser necessário cuidados adicionais.
Dependendo do caso pode ser necessário uma cirurgia da língua com o objectivo de corrigir os defeitos linguais e facilitar a ingestão de água e alimento.
O prognóstico é reservado, apesar da maioria dos casos apresentar uma evolução favorável
 
Caso se depare com um ninho ou local com lagartas do pinheiro pode e deve contactar as autoridades responsáveis pelo ambiente da sua área de residência a alertar para a situação.
Na área de Cascais pode ligar para o Centro de Atendimento da Cascais Ambiente | Linha verde 800 203 186, das 9h00 às 17h00, de segunda a sexta-feira | linhaverde@cascaisambiente.pt

Se houver contacto: 
Humano -  Lave a zona afetada com sabão e dirija-se ao hospital
Animal - Se o contacto for com um animal leve-o o mais rapidamente possível ao veterinário

De qualquer das maneiras caso encontre as lagartas ou ninhos nunca deve tratar deles sozinhos, mas se o decidir fazer proteja-se bem e queime os ninhos e lagartas num local que mal comece a arder se possa tapar até estar tudo bem assente, não varra o chão é preferível lavar, mas com muito cuidado pois os pelinhos das lagartas são tóxicos e soltam-se facilmente e como são leves podem andar pelo ar.
  
Fonte 1
Fonte 2
Fonte 3
Fonte 4
Imagens
Ninho lagarta 
Lagartas
Necrose lingua
 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Animais em apartamento

NENHUM CONDOMINIO SE PODE SOBREPOR à LEI GERAL! - contactem a ANIMAL ou a LPDA

Espero que este artigo vos ajude.

Animais em apartamento - não são proibidos por lei


"Ultimamente, o departamento Jurídico da LPDA tem recebido muitos telefonemas de pessoas que se vêm confrontadas com o facto de os administradores dos prédios pretenderem introduzir, no regulamento interno do condomínio, a proibição de animais nos apartamentos.

Esta tomada de posição não só contraria o direito de adquiridos como também o direito consignado por lei quanto à permanência de animais em apartamentos.

Para além disso, trata-se de uma posição que interfere com o direito das pessoas no que se refere à sua vida particular e pior do que isso, trata-se de uma marginalização dos animais que pode e leva muitas vezes ao seu abandono, por falta de esclarecimento.

Assim, a L.P.D.A., faz saber que:

Existe legislação que regulamenta as exigências quanto aos cuidados a ter com os animais nos apartamentos. Porém, não existe legislação que proíba as pessoas de os ter . A mais recente, portaria nº1427/2001 de 16 de Dezembro, define no seu art.º 1º alínea 2 -“ Sempre que sejam respeitadas as condições de salubridade e tranquilidade da vizinhança, podem ser alojados por apartamento até três cães ou 4 gatos adultos” -, ou seja até 4 animais.

O código civil considera os animais pertença (um bem) das pessoas, tornando-as por eles responsáveis em todas as situações, logo, as pessoas não podem ser espoliadas dos seus pertences e ou bens por qualquer regulamento de condomínio sem fundamento plausível.

Quando é celebrado o contracto de promessa de compra e venda de um apartamento e ou aluguer deve o comprador ou o inquilino ser informado de que existe um regulamento que interdita o acesso a animais; regulamento que deve estar afixado no imóvel.

Qualquer regulamento feito à posterior, não pode ser aplicado a quem já tem direitos adquiridos. O regulamento de condomínio só tem aplicação a partir da sua aprovação e desde que este seja aprovado por maioria, conforme lei do condómino. Mesmo assim, é discutível a sua validade porquanto não existe nenhuma lei que proíba a posse de animais, bem pelo contrário.
 
Se se deparar com esta situação e necessitar no nosso apoio pode contactar por e–mail: lpda@lpda.pt ou através do telefone 214 581 818 de 2ª a 6ª feira das 16h00m às 18h30m - departamento jurídico. "

Imagem
 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Todos sobre rodas

Bom dia.
Infelizmente ainda existem muitos donos que ao ter o seu amigo de 4 patas um acidente e ficar inválido, o abandonam ou o mandam eutanasiar.
Hoje em dia já existem diversas soluções para não acontecer isso.
Antes de tomar uma decisão definitiva...Informe-se!
Na Dog Locomotion existem várias soluções para o problema do seu amigo de 4 patas, personalizado ao problema do seu bichinho, seja ele cão, gato, coelho, etc.

Espero que vos seja útil este artigo, e partilhem para que chegue ao maior numero possível de pessoas esta informação.
Beijinhos














Fonte imagem
Dog Locomotion

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Fogo de artifício e trovoada

Bom dia

Hoje venho alertar para os perigos que se avizinham, passagem de ano, concertos…
Sabia que os nossos animais ouvem cerca de 4 vezes mais que nós comum mortal?? Pois é, eles conseguem ouvir coisas que nós não conseguimos.
Para eles é motivo de stress, pânico e traumas que muitas vezes termina em morte, por isso cabe a nós tomar conta deles.
Não os leve para a passagem de ano é preferível deixa-los em casa, isso engloba concertos, festas, locais onde exista musica excessivamente alta e confusão.
Eles também têm medo de trovoadas, ventos muito fortes pois causam muito barulho.
Mas se mesmo assim quiserem levar os vossos amigos de 4 patas para eles locais certifiquem-se que a coleira/peitoral está de maneira que não saia e presos com trela.
Deixo de seguida os perigos existentes e uma série de dicas para proteger o seu amigo de 4 patas.

PERIGOS
  • fugas
  • mortes (atropelamento por fugirem, enforcando-se na própria coleira quando não a conseguem partir para fugir, quando se atiram de janelas, a bater com a cabeça em portas, entalados em grades)
  • ferimentos graves (atingidos por foguetes, abocanham canas)
  • traumas (mudanças de temperamento, pânico e/ou agressividade)
  • ataques (investidas contra outros animais ou humanos mesmo que conhecidos)
  • mutilações (no desespero para fugir)
  • convulsões (epiléticas)
  • afogamento
  • quedas de andares ou alturas
  • paragens cardiorespiratórias
DICAS
  • não lançar fogos
  • acomodar os animais dentro de casa, onde se sintam seguros, com iluminação suave
  • fechar portas e janelas
  • dar alimentos leves (para não causar distúrbios digestivos)
  • não deixar vários animais juntos mesmo que se conheçam
  • deixar cobertores pesados estendidos nas janelas para abafar o som e cobertores no chão
  • algumas horas antes da meia-noite (ou da hora dos foguetes) leve os animais para perto da televisão ou rádio e vá aumentando aos poucos o volume para que se distraiam e habituem ao som alto
  • alguns veterinários aconselham o uso de tampões de algodão nos ouvidos que podem ser colocados alguns minutos antes com cuidado e tirados logo após os fogos
  • NÃO tomar iniciativa para sedar um animal. Caso ache necessário, consulte um veterinário. Não dê comprimidos humanos.
  • conduza devagar (além de haver muitos humanos nas ruas, poderão atravessar-se à sua frente animais desorientados)
  • evitar acorrentá-los
  • colocar uma placa com morada/nr telefone na coleira (ter chip é o essencial)
  • cubra gaiolas de pássaros
  • deixe os armários abertos (sem roupa no chão do armário pois os animais podem urinar por medo; assim, coloque se possível, resguardos)
  • cobrir piscinas e tanques
  • se possível, vá com o seu animal para algum local onde ele não oiça com tanta intensidade
  • Tellington Touch
  • para reduzir o medo dos animais existe uma técnica chamada Tellington Touch ou técnica do pano que se baseia na informação de que os animais que possuem este tipo de pavor também têm grande sensibilidades nas regiões traseiras, orelhas e patas. Assim, é como se estivesse a dar um abraço nessas zonas acalmando o animal. Pode ser usado em cavalos, cães, gatos e outros animais (imagem incluída)
Mantenha-se calmo, aja com naturalidade, um dono calmo faz com que o seu animal de estimação se sinta mais seguro e relaxado.
Para sua segurança e do seu animal de estimação não tente conter/segurar um animal que esteja muito assustado, nesta situação mesmo um animal geralmente muito dócil pode apresentar um comportamento agressivo.

Dessensibilização
As fobias dos cães podem ser anuladas se for desenvolvido um trabalho de dessensibilização. Isto é, ir progressivamente expondo o cão a sons, cada mais intensos e associando estes sons a coisas agradáveis, tais como comida. Procure um treinador ou pesquise produtos no mercado, existem CD’s comercializados com esse objetivo.
Em cachorros pequenos, que ainda não adquiriram medos, exponha-os aos barulhos normais do quotidiano. A cozinha é sempre um bom local para isso, uma vez que os pratos, panelas e talheres geram sempre barulho a serem manuseados. Embora não os dessensibilize em relação ao fogo-de-artifício, pode pelo menos ajudar a habitua-lo a sons mais intensos para que não entre em pânico.

Não repreenda o seu animal por apresentar um comportamento de medo, pois estará a contribuir para o agravar.
Geralmente o programa de dessensibilização leva várias semanas a meses a completar, sendo por vezes necessário periodicamente “relembrar” o treino, uma vez que a ocorrência natural de fogos-de-artifício e trovoadas é esporádica. É importante relembrar que animais com fobias mais severas podem sofrer recaídas.

Deixo-vos de seguida um vídeo de uma reportagem em que as possíveis causas de morte são precisamente as que acabei de falar. Visione o vídeo AQUI
Fontes
Imagem
Técnica do cão só Fonte 2
Fonte 3

 

domingo, 27 de dezembro de 2015

Toxoplasmose e a gravidez

Hoje irei falar sobre a toxoplasmose, um assunto muito polémico e que iria tratar no decorrer do próximo ano, mas ontem ao jantar veio a conversa este tema, pois a minha cunhada está grávida de  27 semanas mas é imune, mas como milhares de mulheres não o são (eu incluída), deixo aqui um excerto de um trabalho que fiz para o curso de auxiliar veterinária.

Caso queiram saber mais, mandem-me mensagem que disponibilizo o pdf com o trabalho completo.

 "A toxoplasmose é uma zoonose causada pelo Toxoplasma gondii, um parasita unicelular que passa a maior parte do seu ciclo de vida nos gatos tornando-os hospedeiros definitivos enquanto no homem e outros animais como hospedeiros intermediários.
        Nos seres humanos, o contágio ocorre geralmente por via oral. Para além de ser transmitido por via oral, o Toxoplasma pode ser introduzido no corpo humano através de transfusões de sangue contaminado ou de transplantes de órgão colhidos de dadores infetados.

Sintomas
        Nos adultos, os sintomas de infeção por este parasita podem nunca aparecer e mesmo quando aparecem são ligeiros tais como: gânglios inchados no pescoço, dor de cabeça, dores musculares, fadiga e sensação de gripe.
Aparecem 2 a 3 semanas após a exposição ao parasita.
Em casos raros, os doentes também sentem dores musculares, dores de garganta, dores abdominais, erupção cutânea e sintomas neurológicos.
        Nas pessoas com um sistema imunitário enfraquecido, como pessoas com sida, transfusão de órgãos, os sintomas de toxoplasmose estão frequentemente relacionados com o cérebro e são graves.
Estes sintomas podem incluir: Perturbações da função intelectual, especialmente desorientação, dificuldade de concentração ou alterações do comportamento; Febre; Dores de cabeça; Convulsões;  Perturbações da função neurológica, especialmente movimentos anormais, dificuldades na marcha, dificuldades na fala e perda parcial da visão

Tratamento
        Na maioria dos casos, se uma pessoa apresentar, de um modo geral, uma boa saúde, não é necessário tratamento, a menos que os sintomas sejam graves ou anormalmente persistentes.
        Se um doente apresentar um sistema imunodeficiente, o médico pode tratá-lo com uma combinação de medicamentos para eliminar o Toxoplasma."

Toxoplasmose na gravidez 


Ciclo toxoplasmose
" A infeção pelo Toxoplasma gondii durante a gravidez pode passar através da placenta para o feto.
A probabilidade de aquisição de toxoplasmose congénita aumenta com o avançar da gestação, mas a gravidade de lesões no feto é mais elevada quando a infeção é adquirida durante o primeiro trimestre.
O tratamento da mãe grávida e do filho durante os dois primeiros anos de vida atenua a intensidade das lesões congénitas.

Em Portugal, é feito o rastreio para a toxoplasmose, que consiste num exame sanguíneo específico para o efeito, durante o 1º trimestre de gravidez (mulheres que já tenham feito este exame e sejam imunes e isso esteja documentado não precisam de fazer o exame).
Se após o exame a mulher não for imune, deve repetir este mesmo exame no 2º e 3º trimestre.

Uma infeção pode levar na mãe a um aborto espontâneo.
Nos recém-nascidos:
- Tamanho corporal anormalmente pequeno (baixo peso à nascença)
- Estrabismo, um dos olhos que vagueia ou desalinhado, ou outros problemas oculares
- Um tamanho da cabeça que é anormalmente grande ou anormalmente pequena
- Convulsões
- Icterícia (uma coloração amarelada da pele e das mucosas)
- Gânglios linfáticos aumentados
- Equimoses
- Erupção cutânea
-  Atraso do desenvolvimento e, por vezes, atraso mental.

Além disso, a toxoplasmose congénita aumenta o risco de morte fetal ou de parto prematuro.
A hipótese clínica de toxoplasmose, sempre ser confirmada com provas laboratoriais específicas.

CUIDADOS A TER
Se não for imune à toxoplasmose tem-se que ter um especial cuidado com os pontos que se seguem:
Ø  Lave bem as mãos depois de mexer em carnes cruas.
Ø  Certifique-se que cozinha bem toda a carne e peixe que vai ingerir.
Ø  Certifique-se que a carne que já está cozinhada não entra em contato com carne que ainda esteja crua.
Ø  Não coma ovos crus ou mal cozidos.
Ø  Lave bem frutas e os vegetais, especialmente se os consumir em cru.
Ø  Não use a mesma tábua ou faca para cortar carnes cruas e vegetais.
Ø  Se gosta de fazer jardinagem, utilize luvas e depois lave bem as mãos, principalmente se o jardim estiver acessível a gatos vadios.
Ø  Pode ser um pouco cansativo ou parecer exagerado, mas se tem um gato lavem sempre as mãos depois de brincar com ele.
Ø  Peça a outra pessoa para limpar a caixa de areia do gato. Se não der para escapar da tarefa use luvas e lave as mãos no fim.
Ø  Limpe a caixa diariamente e esterilize-a com água a ferver (deixe a água em contato com a caixa durante cinco minutos).

Quem tiver gatos deve confirmar se ele está ou não infetado pela doença pedindo ao veterinário que faça um exame. Se o gato fica em casa e não tem contato com as fezes de outros gatos, nem é alimentado com carne crua, muito provavelmente não tem muitas hipóteses de ser portador. Estes cuidados devem ser suficientes para prevenir o contágio da toxoplasmose."


Deixo aqui um vídeo que achei muito interessante a falar sobre a toxoplasmose :) Para ver clique AQUI

Imagens:
Toxoplasma (20 Março 2015)
Ciclo toxoplama (20 Março 2015)
Tudo de bom  (20 Março 2015)
Texto: fontes diversas
Vídeo (20 Março 2015)